Imposto de Renda

Prejuízo na Bolsa de Valores: conheça a regra de compensação

Alice Porto 13.07.2021 3 minutos de leitura
Prejuízo na Bolsa de Valores: conheça a regra de compensação

Se você é investidor na Renda Variável de longa data, nem adianta tentar mentir: você já teve prejuízo na Bolsa de Valores. Acertei?

Fechar o mês com prejuízo na Bolsa de Valores não é nenhum demérito. Muito pelo contrário. É sinal de que você está tentando e se esforçando para prosperar na vida. O que não pode, de jeito nenhum, é deixar de calcular e declarar esse preju.

“Nossa, contadora… Prejuízo eu quero é esquecer”. 

Cuidado, meu amigo investidor. Esquecer o prejú é o caminho certeiro para se lascar e rasgar dinheiro! Quer evitar esse caminho? Então se liga no que eu vou te dizer…

Por que calcular prejuízo na Bolsa de Valores?

Calcular seu prejú é um favor que você faz para você mesmo.

Em primeiro lugar, calculando seu prejuízo para chegar no Imposto de Renda correto a pagar, você evita problemas com o leão da Receita Federal, porque acredita em mim: ela quer saber de toda a sua variação patrimonial, e isso inclui também os prejuízos, não só os lucros. 

Se não informar seu prejuízo pro leão, ele pode achar que você está lucrando ou omitindo alguma informação quanto às suas movimentações de Bolsa. E aí já sabe, né? É vrau. E você ainda corre o risco de ter o CPF bloqueado.

Leão da Receita Federal de olho no seu prejuízo na Bolsa.

Além disso, se você calcular e anotar seu prejuízo, pode compensá-lo nos lucros tributáveis futuros e, portanto, economizar dinheiro. Bom demais, né?

Você entrou na Bolsa pra lucrar, é ou não é? Então trate de calcular seu prejú! 

Cálculo de IR: como compensar o prejuízo?

Fez seu cálculo de IR e ficou no prejuízo? Então anota. Separa esse resultado e parte para o próximo mês. Assim, no mês em que você fechar com lucro tributável, vai pagar menor IR.

Para compensar o prejuízo, é necessário seguir uma regrinha simples, que eu apelidei carinhosamente de regra do bonecão do posto

A regra funciona assim: fechou o mês com lucro tributável? Agora é só subtrair desse lucro o prejú acumulado dos meses anteriores ou do mês em que ele ocorreu.

Mas atenção! Cada membro do bonecão no seu lugar. Braço direito com braço direito, braço esquerdo com braço esquerdo e tronco com tronco. Não entendeu nada? Então se liga aqui:

  • o prejuízo de day trade só compensa com lucro de day trade (braço direito);
  • já o prejuízo de swing trade só compensa com lucro de swing trade (braço esquerdo);
  • e prejuízo de FIIs só compensa com lucro de FIIs (o tronco).
Boneco do posto representando compensação de prejuízo na Bolsa.

Clareou? 

Se não clareou, não tem problema. Minha equipe pode resolver esses cálculos para você e entregar todo o seu IR de Bolsa prontinho, para você só ter que se preocupar com o que realmente importa: seus investimentos e sua família. Para ter seu IR resolvido por especialistas, é só clicar aqui

Como declara prejuízo na Bolsa de Valores?

Opa, achou que para compensar o prejuízo era só calcular usando a regra do bonecão do posto? Achou errado, investidor! 

Você tem que informar o prejuízo para a Receita Federal também, para ela entender direitinho sua variação patrimonial, permitir que ele seja compensado e, assim, você não se encrenca com sua Declaração Anual.

Não tem mistério: teve prejuízo? Informa lá no menu Renda Variável, mês a mês, no programa IRPF referente ao ano seguinte às suas movimentações. Ou seja: acumulou prejú do ano de 2020? Então informa no IRPF21. Fácil, né?

Para ficar mais fácil ainda, separei um vídeo te ensinando a declarar prejuízo. E melhor, no vídeo eu compartilho a tela do meu computador! Vem comigo:

Viu? O prejuízo na Bolsa de Valores não precisa amargar. Calculando e informando direitinho, você pode até economizar no IR nos meses com lucro tributável. E se precisar de ajuda para fazer esses cálculos, eu tenho uma equipe de especialistas que pode resolver tudo para você

Alice Porto
Alice Porto Contadora da Bolsa
Alice Porto é graduada em Ciências Contábeis pela PUC Minas e tem 25 anos de experiência em gestão empresarial. Especializada em contabilidade para investidores da Bolsa de Valores, ela é fundadora do canal @contadoradabolsa e autora do livro "101 Perguntas e Respostas Sobre Tributação em Renda Variável".

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